Instantâneos
Segunda-feira, Junho 04, 2007
      ( 15:41 ) TATIANA REUTER  
Mudei, ta: www.extraforte.blogspot.com
Beijo!!!! #




Domingo, Dezembro 03, 2006
      ( 22:30 ) TATIANA REUTER  
Em um determinado trecho de um livro que estou lendo, o narrador fala sobre a definição de vazio que se encontra no dicionário. Me dei conta que 1. não costumo olhar dicionários para compreender o significado das coisas e 2. fiquei curiosa de saber o significado de vazio no dicionário. Assim, me peguei pesquisando na internet (o maior dicionário do mundo) o que é, de fato, o vazio.

Respostas:

"VAZIO, no sentido comum, é vulgarmente considerado como sendo uma condição na qual existe uma ausência total de matéria e energia.
Na realidade, do ponto de vista físico, a definição é muito diferente.
Podemos definir VAZIO como um espaço delimitado, dentro do qual a matéria se encontra em condições rarefeitas e, portanto, com uma densidade inferior à que apresenta à pressão atmosférica."

De forma surpreendente encontrei este site, que ao contrário do que eu esperava, trouxe o significado científico da Física, o que me faz gostar ainda mais desta ciência. O engraçado é que a Física deste site parece muito mais filosófica no que concerne definir vazio do que a que eu esperava. Hoje estou esperando muito pouco das coisas, o que é bom, porque todas se tornam surpreendentes e imprevisíveis.


"Para Aristóteles, afirmar a existência do vazio era contra o "Princípio da não contradição"; Uma coisa não pode "Ser" e "Não Ser" ao mesmo tempo."

Aí vai uma pergunta: se pensamos nesta coisa ela não passa a ser, necessariamente? (a idéia da coisa não a torna existente enquanto conceito, ao menos?)

Taí uma coisa bacana:
"Com o Horror ao Vazio ficava explicado o facto de, uma garrafa cheia de água, quando a água congelava, partir-se. Acreditava-se, erradamente, que a água ao congelar diminuía de volume, e consequentemente, supunha-se que a Natureza partia a garrafa para evitar que a diminuição de volume criasse o Vazio."

Até o termo é bonito: Horror ao Vazio. Se formos estudar a História da Ciência (ou das ciências) e agora parto do conhecimento mais raso possível sobre este assunto, acredito que devamos encontrar frases lindíssimas, poéticas até, que tratem das antigas teorias. Deve ser uma literatura saborosa. A filosofia da ciência. As idéias deveriam ser incrivelmente criativas, como esta de Aristóteles...

A quem interessar possa:
http://www.vaccontrol.com/oquee.html

Segundo Wikipedia:
"O vazio não existe no Universo, pois todo o espaço é preenchido por campo gravitacional e atravessado por radiação, inclusive de neutrinos. Se não houver coisa alguma também não haverá espaço, isto é, será o "nada"."

E eis que entramos na questão do Nada, mas aí é outro tópico, outro livro. O mais interessante é que acabei não buscando os dicionários oficiais e encontrei definições incríveis, mas nenhuma delas que conceitue de forma precisa. É por isso que associam a outras idéias, porque o vazio só existe enquando sentimento e nunca é concreto.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vazio

O livro:
Extremamente alto & incrivelmente perto. A estória de um garoto que se descobre entre sua cidade e sua família, após a morte do pai no 11 de setembro. O autor é o Jonathan Safran Foyer, que havia escrito o Tudo se ilumina, transformado no filme: Uma vida iluminada. O Oskar, o garoto, sabe o que é o vazio. Vale a pena.
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Segunda-feira, Novembro 13, 2006
      ( 01:28 ) TATIANA REUTER  
Um monte de coisa nenhuma.

Hoje eu entrei na onda dos bloqueios. Já estou agoniada de não ter o que escrever e não saber pra onde ir com isso e com os outros blogs e o site de cine e todas as minhas próprias cobranças que nunca vão a lugar algum. Então vou escrever sobre a negação.

Não sei porque não consigo escrever. Acho que tem uma força maligna tentando se apoderar do meu instinto criativo. Porque não é dizer simplesmente sua vida é vazia, só tem tempo morto no seu filme... porque, mesmo que fosse, dava pra escrever sobre isso. Enfim.

Eu poderia escrever sobre meus amigos, meus amores, minha família, minha cachorra... mas nem dá, todos já sabem de meu amor eterno por eles e hoje nada disso faz sentido. Calma, não estou deprimida. Eu acho.

É... sei lá. Acho que estou chegando na fase negra de juventude que se diz perdida, sem prumo e rumo, absorta em pensamentos de um monte de coisa - em sua maioria, dúvidas - que nunca passam de rebuliço em torno de coisa nenhuma. Essa confusão cansa, viu?

Sem falar nas maluquices que fazemos... mas deixa elas de lado. Só é interessante que muitas vezes, no meio delas, você se pergunta: por que eu tô fazendo isso mesmo, hein? Nem se diverte de verdade desse jeito.

Acho que sou maluca demais. O problema deve ser esse. Minhas histórias nunca são incrivelmente interessantes ou extremamente chatas, mas as pessoas se divertem. Acho que é a forma. È como o cinema. E viva Eisenstein.


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Domingo, Outubro 01, 2006
      ( 00:55 ) TATIANA REUTER  
Só porque deu vontade...


"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."

Clarice Lispector,
Perto do Coração Selvagem


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Terça-feira, Setembro 19, 2006
      ( 16:51 ) TATIANA REUTER  
Areia molhada

Enquanto todos viviam e pensavam e tinham o andar de suas carruagens funcionando no automático, ela pensava. Não que fosse diferente de todo mundo, acontece que ela sabia que ninguém era igual. Hoje ela vê com uma satisfação que não é aquela fácil e besta, mas uma satisfação íntima, fruto de pequenas divagações do dia-a-dia e investigações do universo feminino em livros e filmes... - e por que não, blogs - que seu comportamento nunca será isolado. É um paradoxo, eu sei, somos diferentes, mas nossas histórias se entrelaçam e mulheres de todas as partes e idades vivem situações parecidas e o melhor, reflexões parecidas!

Hoje ela experimenta. Vive uma vida divertida, cheia de crises e questionamentos, entre soluços esparsos e gargalhadas constantes. Cada dia de sol é um lugar novo que ela visita, um olhar diferente, um sorriso recebido de surpresa numa praça, enquanto o ônibus passa.

A estação está mudando. Chegou o fim do frio e das chuvas. A terra está quente e as pessoas mais coloridas e leves. Sorrisos se avolumam, abraços acontecem, mas ela continua nos seus pensamentos... continua dançando conforme seu ritmo porque descobriu que não adianta inventar estrofes de versos já escritos. Seu caminhar é lento e continuado; a correria das tecnologias não acompanha seus batimentos cardíacos ou sinapses neurais. Não preciso dizer que ela já esperou demais e por isso, resolveu entrar para as caminhadas. A necessidade de correr se fez e suas metas clarearam. Mas isso nunca será tudo.

É por essas e outras que ela lê a bendita entre nós, Clarice. E os estereótipos caem e ela ri. Sorri de canto. Aquele rasgo da boca delicado, mas firme, de quem sabe porque sorri ainda que saiba saber muito pouco sobre tudo. Até sobre ela própria. A identificação imediata acontece como há um ano, quando ela conheceu de verdade a autora. Ler Clarice com 17 anos é pouco demais. Ler com 22 e 23 pode parecer muito hoje, mesmo sabendo que amanhã será quase nada. É descoberta. É deitar na cadeira de praia e se dar conta das crianças a seu lado e perceber que são todas meninas e que você está tão próxima delas que o que mais queria era poder brincar de castelos de areia. Construir palácios para as fantasias e esperar as grandes ondas. E refazer. Porque assim somos. Somos a permanente reconstrução das fantasias, a ilusão reincidente, a coragem da esperança. A vida é isso. Construir castelos mais fortes e rígidos. Sempre de areia.
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Sobre todas as coisas possíveis, criativas e sensíveis. O que vale é dividir momentos.

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